terça-feira, 4 de maio de 2010

À quem use feitiços eu ingiro comprimidos "do amor"

Hoje acordei tarde. Não ouvi o despertador, mas sim o pessoal a cortar a relva incessantemente isso ouvi e ouvi bem (pensei pra mim: "Merda, mas não é na sexta que eles costumam cortar a relva?"), mas Nãooooo! decidiram mudar para hoje, logo hoje.
Acordei estranha, a garganta a doer, o ouvido também (sabe-se lá porquê com toda a sinfonia matinal agradável), um pouco surda, o nariz seco seco seco, com todas essas coisas boa de estar doente. Acordei, levantei-me ( e logo eu que adoro dormir), vesti-me e fui perguntar ao meu amor se ela queria levantar ou ficar na sorna mais um bocadinho.
Muito a meu desagrado estava a pé e sem conseguir dormir por falta de ar.
O meu amor levantou-se comigo e fez-me um pequeno almoço divinal: panquecas pequeninas hiper fofinhas com "geleia" de morango em fiozinhos desenhados, chá e 2 comprimidos. Não é preciso estar doentita pa ela tratar de mim assim, mas ela é um doce e fez coisas boas pa mim.
Foram as melhores panquecas que já comi até hoje, estavam como eu gosto quer no doce quer na fofura (é tão lindo escrever fofura), souberam-me a amor, carinho, preocupação.
E assim comecei o meu dia com amor, carinho e drogas a aquecer-me por dentro.
O meu amor dá-me drogas pa me manter com ela e eu fico doentita facilmente (tudo da minha cabeça mas mesmo assim acho que é a combinação ideal).
Amor, Drogas e nada de Rock-and-roal que me doe o ouvido.

Nada


Aquela paz que não se encontra em nós.
Aquele vazio preenchido
A calma que o verde transborda
A água que os pinheiros sugam, a vida que eles roubam
O nada que eles preenchem de vazio

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bosque encantado


Espero pelo vento … pela brisa … pela água.
Espero que me levem … como um doce sabor.
Ir … ir para lá, para aqui, estar lá e não aqui … estar, ficar
 permanecer deitada sobre a erva e dormir
sentir os cheiros e neles me perder, olhar o verde … e o verde querer ser.

domingo, 25 de abril de 2010

Pensamentos às tantas da madrugada

Sabem aqueles pensamentos todos filosóficos e profundos que as pessoas têm ? Pois bem eu tenho os de noite, quando estou na cama a tentar adormecer e assim fico horas e pensar em tudo e mais alguma coisa sem conseguir adormecer e acalmar a cabeça. Nessa altura é quando tenho as ideias mais brilhantes e pensamentos fantásticos que se os não apontar em algum papel, de manhã não me lembro nem de 1/4 deles, o que me deixa infeliz.
Pois bem no outro dia (noite) estava eu deitadinha feliz da vida e tentar adormecer com a minha ratinha ao lado a dormir sossegadinha e pimba, deu-me para pensar em tudo e mais alguma coisa (algumas coisas nada boas, que sim não são só ideias de mar de rosas que me dá para ter) e tive um momento retorcido e macabro sublime (daqueles que eu adoro ter e depois me desato a rir que nem uma porca toda feliz com o meu achado). 
A ideia é sublime, assim que a tive procurei o tmn na escuridão e a tentar não acordar o meu amor (não funcionou por sinal) e escrevi o seguite extracto poético:


A menina salta e encarrapita as fitas do seu cabelo.
Ao saltar uma vez mais cai e torce os tornozelos.


Li-lhe o que tinha escrito e mesmo cheia de sono riu-se e trocamos ideias se deveriam ser os 2 tornozelos ou só um que ficava torcido.



sábado, 24 de abril de 2010

Incertezas


Não se sabe ao certo …
Não sei eu! Não sabe ela! Não sei …
… mas eles parecem que sabem.
O quê?
Não sei!
Não se sabe ao certo …
Sei que dói é a única coisa que sei.
Que sabem eles?
Pensam que sabem, talvez saibam!
Não sei ao certo!
A dor é real como tudo o que faz doer.
Apenas o que é … e nada mais é o que é!
Só as coisas que não doem é que desfalecem com a brisa do tempo.
Essas são boas, mas parecem ser sonhadas, imaginadas, nada são em relação às que doem.
Talvez sejam?! …
A dor ameaça surgir novamente
 Não quero, não quero mesmo, mas que faça?
Não se sabe ao certo.
Tudo sofre porque existe, porque é dor.
Que sabem os outros? … nada, apenas pensam coisas irreais.
Digo adeus às quimeras que transportam a felicidade … e …
… e abraço a angústia e a dor que se encaminham na minha direcção. Talvez? Quem sabe!?
Não se sabe ao certo. Nem eu, nem eles.
As vagas nunca cessão de ondular e o barquinho de papel tende a desfazer-se a cada ondular das ondas.
Será que ele resistirá?Não sei! Não se sabe ao certo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fuga Outonal


Sinto-me despida como as árvores que se erguem para o céu.
Tudo à minha volta é movimento …
… mas o meu coração parou.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Conto



Uma vida de merda

Foi assim que tudo começou:

-          Aí que doresssss..... aí! Aí! Meu Deussss, aí que é agora! Depressa abre a porta!
-          Força querida! Isso! Faz força! Força querida! Isso!
-          Hum! Hum!
-          Isso! Respira! Respira! Força!
-          Hum! Hum... hum!!!
-          Isso querida! Tás a ir bem! Continua.
-          Hum! Humm!
-          Hum! Ááááá! Que alívio!
-          Então querida? Tás bem? Conseguiste?
-          Sim querido, já tá! (Alívio)

E foi assim que eu nasci. Após uma longa e tortuosa viajem ao longo do intestino grosso. E aqui estou: boiando na sanita e prestes a ir pelo cano a baixo e a ter o que se chama .... uma vida de merda.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os meus pedaços negros - Tomo Um

Parto sem dizer adeus, para não deixar na memória a mágoa que sinto.
Parto com a sensação que nada deixo, podendo não deixar muita coisa.


sábado, 10 de abril de 2010

Silêncio

Quão patético é?!!!!
Nem um abraço conseguir pedir?
Não conseguir dizer nada por a garganta estar tão apertada que até dói?
Preferir não dizer nada ... cada vez menos palavras são trocadas ...
Daqui a um ano o que quero ter, onde quero estar?
Quero ter uma vida. Estar num canto só meu. Sem que ninguém me chateie. Nada mais a não ser a simplicidade.
Agora dói ... tenho os gritos encerrados dentro de mim, no mais profundo do meu ser e nem esses consigo deitar cá pra fora ... quão patético é. 

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Casal Ventoso



Eu queria morar no casal ventoso
o meu sonho é morar no casal ventoso.
Sentir o vento a soprar no cabelo
uma seringa na mão
e no pescoço um grande chupão

Eu queria morar no casal ventoso
O meu sonho é morar no casal ventoso

Em Almada à entrada da ponte, tas a vê-lo?
Até dá arrepios no pêlo!
Tás ansioso prá próxima dose
mas a tua cota não se descose
A ressaca começa a bater
só tu sabes o que tas a sofrer

domingo, 21 de março de 2010

Traços


Digo adeus, mas fico
estou num ficar ficando ... nada mais.
merda pra isto.
Voltarei? Acho que sim.
Talvez diferente, mudada, a mudança rege o meu mundo
mergulho na música da minha dor que engulo.
Olhar baço que se perde num mar de ... não sei o quê.
Estou aqui, com o fogo que arde em mim.
Que coisas sem importância eu vejo
insignificâncias deslumbro ...
... não com um olhar poético ...
... mas sim com uma dor no olhar.
Tudo volta, ou pelo menos assim penso neste instante que não quer passar.
Vou-me, buscar o nada que espero.


sábado, 13 de março de 2010

Tremer

O frio está nas minhas costas
o negro começa a envolver-me
aquela tristeza assola-me lentamente
A tristeza puxa-me para baixo, enterra-me aos poucos, ... sufoca-me
Não sei lutar
As lembrança de um outrora apertam-me o peito
o gelo apodera-se de mim ... petrifico face ao desconhecido que é o meu futuro
Não quero saber do amanhã, mas ele assombra-me a alma e quebra-me lentamente
Quero dormir, esquecer, lutar
... mas o frio apodera-se de mim

terça-feira, 2 de março de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Eu faleiiiiiiiiiiii quisso ia dar mer**

Nesta passada semana tenho andado com o Inverno em mim, estranha, cansada, sempre com sono e como se isso não basta-se foi-se o meu pc, a minha Matilde 3 foi-se e nem sei por quê. Depois de umas arrumações e estudos mentais de como deveria meter as coisas outra vez e de ver qual era o pc que poderia vir substitui-la (sim que aqui em casa temos vários), depois de muita ponderação pois qual era o que tinha capacidade para trabalhar com o photoshop, qual era o que lê HD, bom depois de isso tudo lá se decidiu que era mudar o meu local de trabalho para o escritório pequenino.
Assim foi, arrumações para aqui, mudar para ali, depois tive a brilhante ideia de (muito má) ver se os discos da Matilde davam nos outros 2 pc (o espaço dava-me jeito). E sim mudei tudo, tirei discos, leitores/gravadores de dvd's, ventoinhas (sim eu sou daquelas gajas que tem ventoinhas nos pc e daquelas azuis e vermelhas, e não tenho vergonha, até tinha um sistema de arrefecimento com um dragãozinho a dar ao rabo - à gaja apercebo-me agora, mas pifou). Voltando ao assunto, depis disto tudo, de andar a meter as porcarias dos pipos pa ficar tudo slave e assim não dar stresses, bom lá fui eu de pc escadas a baixo para o arrumar no armário para não apanhar pó visto ter peças ainda funcionais, e então pimbaaaaaaaaaaaaaaaaa  caí escadas a baixo (mas nem larguei o pc, ficou impecavelmente nas minhas mãos tal como o tinha pegado).
Resultado final disto tudo dorida durante o resto da semana, sangue na mão ( fiz um lenho pequenino na mão - este desatou a escorrer um fio de sangue daqueles grossos dignos de um cotovelo partido e com sangue a escorrer braço a baixo). O meu amor lá me sentiu em problemas que veio logo à minha procura e depois de ver no andar de cima resolveu acender a luz para o de baixo e lá estava eu acocorada no fundo das escadas a ver se não chorava e se estava bem do cotovelo (que foi o que absorveu o impacto juntamente com a coxa esquerda).
Ontem já me sentia muito melhor e então decidi que ia ver os frutos do meu árduo trabalho, suor e sangue, nenhum dos pc funcionava. Fazia tudo bem acedia à bios e tal mas depois aparecia-me o windows está a iniciar e frozava ; (   Raiva , muita raiva, frustração, dúvida (estava eu toda empolgada que ia fazer algo que sabia, que não tinha de ter medo de o fazer pois eu sabia fazê-lo). Enterrei-me no sofá a matutar cheia de dor de cabeça,chocha a sentir-me uma merda, uma fraca.
Hoje decidi que ia mudar isso, ia deixar de estar com o mau tempo em mim, ia mexer-me, fazer alguma coisa, já chegava de estaticidade, já chegava de evitar o meu amor e de nos chatearmos por eu estar assim merdosa, pois eu sabia que tinha feito merda (tendo ela avisado-me de que isso podia dar merda). Iamos para formatar e rezar para que não se tivesse estragado nada graças à placa de som, mas decidi tentar mais uma vez: tirei o disco do novo pc (Matilde Nox), tirei a placa de som e tirei a pilha da bios e pufffffffffffffff já funcionava.
Fiquei tão mais aliviada, pareceu-me que as coisas estavam a voltar aos seus sítios, senti-me útil, capaz, e um pouco mais confiante de mim mesma. Sinto-me bem por ter conseguido resolver a merda que fiz, agora já só falta o outro mas esse fica para outro dia.
E em homenagem à situação toda deixo-vos com uma música que nos popa muitas vezes aqui em casa sempre que algo vai dar merda e outra mais happy para levantar o moral.


E o importante nesta última música é mesmo o Got to get up! Somente isso foi o que me puxou.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Melâncolia

Hoje estou numa de melâncolia e como tal aqui deixo uma música que mexe muito comigo e sim tem uma capa que me chamou a atenção no meio da pilha de cd's do meu pai, têm outro albúm que tem um frasco cheio de olhos esse é bem mais estranho, mas eu gosto de estranho : )

Na mesma onda dos bent (com este cd) tomos o Kid Loco com o Prelude to a grand love story.